segunda-feira, novembro 10, 2008


Passo a explicar: Um dia ouvi esta música num anúncio, cá me ficou, era pequenino e, sei lá, achava que as músicas dos anúncios não eram de mais ninguém. Mais velhinho ouvi em Sines um senhor sul-africano com voz divina, apresentou-se só ele e a guitarra, era o Vusi Mahlasela, interessei-me. Fui em busca da música desse país e encontrei-a, a ela e à música do anúncio, que afinal era dela. Miriam Makeba, mais conhecida por Mama Afrika, muito rapidamente: nasceu em Joanesburgo, tentou ser uma artista nativa num país tomado de assalto por um regime desumano (racista é dizer pouco), não conseguiu, um dia veio à Europa e por cá ficou. Foi-se tornando conhecida e chegou a ser apatriada (como se algum homem pudesse privar alguém de ser da sua terra), foi para os estados unidos da américa e por se casar com um homem que pertencia às black panthers foi convidada a sair. Saiu e voltou a África, instalando-se na Guiné, até ser convidada e recebida em pessoa por Nelson Mandela no seu país. Ganhou Grammys e prémios no âmbito de embaixadora da paz, aos 76 anos encontrava-se em Nápoles a dar um concerto contra o crime organizado, quando o seu coração deixou de querer bater para sempre. Hoje, então, o mundo ficou um bocadinho mais pobre, um pouco mais frio, mas a presença da diva vai continuar nas canções que ficaram. A partir de hoje, uma lenda vai nascer.


o vosso triste gambozino

2 comentários:

Anónimo disse...

que bonita diva. e que divas consegues descobrir sempre.bj

Carochinha disse...

E eu contigo, claro =)